A 8ª edição do Indígenas.BR será realizada de 4 a 7 de agosto e tem curadoria de Djuena Tikuna e Magda Pucci.
O festival marca as celebrações do CCVM ao Agosto Indígena, valorizando a diversidade musical dos povos originários com oficinas, shows, debates e documentários.
Confira a programação:
Participação: Cintia Guajajara, Kaê Guajajara e Djuena Tikuna
Mediação: Magda Pucci
Reunindo mulheres indígenas para compartilhar cantos, memórias, saberes e experiências ligadas aos seus territórios.
Na Aldeia Maçaranduba, os cantos do povo Guajajara (Tenetehara) são rituais de conexão com a natureza, a cosmologia e os espíritos ancestrais. O curta-metragem documental registra a vivência dos cantores tradicionais locais e a resistência cultural enfrentada no território.
A Aldeia Lagoa Quieta, na Terra Indígena Araribóia, é um dos berços culturais e espirituais do povo Tenetehara/Guajajara. Ali, histórias e cantos tradicionais são práticas ancestrais vivas, transmitidas pelos mais velhos como forma de preservar a identidade, a língua materna e a conexão profunda com o território.
Com um espetáculo acústico, Kaê traz sua trajetória em novos arranjos que aproximam o violão, o piano, a percussão e a polifonia vocal de referências da música popular brasileira e dos cantos originários, com composições abordam temas como identidade, retomada, memória, resistência indígena e preservação ambiental.
Com Magda Pucci
Baseada no livro “Cantos da Floresta – Iniciação ao Universo Musical Indígena“, de Magda Pucci e Berenice de Almeida, a oficina é voltada a educadores musicais e interessados em conhecer a diversidade das musicalidades dos povos originários.
Com direção de Djuena Tikuna, Diego Janatã e Vinicius Berger, o documentário tem seu lançamento oficial no Festival Indígenas.BR 2026
Com Djuena TIkuna, Diego Janatã, Vinicius Berger, Flavia Berto e cantores do Coletivo Japua.
A apresentação é organizada pelos professores indígenas do Coletivo Japurá: Awa Pape Mumu’uhara Wỹ, movimento autônomo que atua de forma crítica na defesa dos direitos do povo Awa Guajá dentro e fora das comunidades.
Com Arami Argüello, Jaciara Marschner, Rossandra Cabreira e Kellen Vilharva Xamiri Hu’y Rendy.
Nesta conversa performativa propõe-se uma reflexão sobre o tempo a partir das perspectivas kaiowá e guarani, percorrendo conceitos ligados à passagem do tempo, a saberes medicinais, aos cantos que representam momentos específicos da existência e às suas relações com a morte.
A exposição parte de verbetes do Dicionário Kaiowá-Português, fruto de uma jornada de pesquisa que atravessou a vida e a obra da indigenista, linguista e professora de História Indígena Graciela Chamorro.
Curta-documentário, que relata a trajetória da professora, historiadora, linguista e pesquisadora Graciela Chamorro. A partir de registros de familiares, imagens de campo, cantos e palavras em língua kaiowá, o filme homenageia sua vida e décadas de convivência com os povos Guarani e Kaiowá de Mato Grosso do Sul.
A partir de entrevistas com xamãs (nhanderu) e de registros de cantos, danças e cerimônias dos Guarani-Kaiowá, o filme mergulha no universo dos cantos xamânicos, revelando a força performática da palavra em suas dimensões sonora, corporal, onírica e espiritual.
Em suas apresentações, combina voz, viola guarani, percussão, baixo e flauta, incorporando a língua guarani, pinturas corporais e adornos tradicionais. Seu repertório celebra a floresta, a ancestralidade e a relação de equilíbrio entre os seres humanos e a natureza.
Com o Coletivo Tecedoras do Território Xingu
A pintura corporal no Xingu é uma expressão viva de identidade, ancestralidade e cosmologia dos povos originários. Os grafismos contam histórias, marcam rituais como o Kuarup e utilizam pigmentos naturais da floresta, como o urucum (vermelho) e o jenipapo (preto).
Direção: Takumã Kuikuro, Leonardo Sette e Carlos Fausto
Com receio que sua esposa já idosa venha a falecer, um velho pede que seu sobrinho realize o Jamurikumalu, o maior ritual feminino do Alto Xingu (MT), para que ela possa cantar mais uma última vez.
Com o Coletivo Tecedoras do Território Xingu, reunindo representantes dos povos Yawalapiti, Kuikuro, Mehinako e Kalapalo e cacique Tafukuma Kalapalo
Curso Sons e Vozes dos Povos Originários
Coordenação: Marlui Miranda, Magda Pucci e Pedro Paulo Salles
Ao longo dos quatro encontros, serão conduzidas escutas e contextualizações e práticas musicais, tendo como eixo central o diálogo com os artistas indígenas convidados do Festival de Músicas Indígenas – Indígenas.BR.
04 de agosto
Introdução às musicalidades indígenas no Brasil
Apresentação do curso e dos participantes. Panorama das musicalidades indígenas brasileiras, destacando a diversidade de povos, territórios, biomas e cosmologias.
Participação especial: Djuena Tikuna
05 de agosto
Introdução às tradições musicais dos povos indígenas do Maranhão, abordando seus instrumentos, repertórios vocais, contextos rituais e formas de transmissão dos conhecimentos musicais.
Participação especial: cantora Cíntia Guajajara e representantes do Coletivo Japua Awa Guajá.
6 de agosto
Escuta comentada de registros sonoros e reflexão sobre os diferentes modos de cantar e compreender a música entre os povos originários, destacando as relações entre canto, território, espiritualidade e resistência cultural.
Participação especial: Tainara Takua, representante do povo Guarani Mbyá (SC e SP).
7 de agosto
Introdução às musicalidades de povos do Território Indígena do Xingu, como Yawalapiti, Kamaiurá, Kuikuro, Kalapalo e Wauja, apresentando aspectos de suas organizações musicais, repertórios vocais, rituais e as relações entre música, corpo e cosmologia.










