Indígenas.BR - Festival de Músicas Indígenas 2026

04 a 07 agosto 2026

A 8ª edição do Indígenas.BR será realizada de 4 a 7 de agosto e tem curadoria de Djuena Tikuna e Magda Pucci.

O festival marca as celebrações do CCVM ao Agosto Indígena, valorizando a diversidade musical dos povos originários com oficinas, shows, debates e documentários.

Confira a programação:

4 de agosto

18h30 | Roda de Conversa Mulheres Indígenas em Cena: Cantos, Territórios e Resistências (foto 1)

Participação: Cintia Guajajara, Kaê Guajajara e Djuena Tikuna

Mediação:  Magda Pucci

Reunindo mulheres indígenas para compartilhar cantos, memórias, saberes e experiências ligadas aos seus territórios.

19h30| Exibição: Histórias e Cantos Guajajara Aldeia Maçaranduba — Terra Indígena Caru — Alto Alegre do Pindaré (MA) 

Na Aldeia Maçaranduba, os cantos do povo Guajajara (Tenetehara) são rituais de conexão com a natureza, a cosmologia e os espíritos ancestrais. O curta-metragem documental registra a vivência dos cantores tradicionais locais e a resistência cultural enfrentada no território.

20h| Histórias e Cantos Indígenas Guajajara — Aldeia Lagoa Quieta – Terra Indígena Araribóia — Amarante (MA) 

A Aldeia Lagoa Quieta, na Terra Indígena Araribóia, é um dos berços culturais e espirituais do povo Tenetehara/Guajajara. Ali, histórias e cantos tradicionais são práticas ancestrais vivas, transmitidas pelos mais velhos como forma de preservar a identidade, a língua materna e a conexão profunda com o território.

20h30 |Show de Kaê Guajajara (foto 2)

Com um espetáculo acústico, Kaê traz sua trajetória em novos arranjos que aproximam o violão, o piano, a percussão e a polifonia vocal de referências da música popular brasileira e dos cantos originários, com composições abordam temas como identidade, retomada, memória, resistência indígena e preservação ambiental.

5 de agosto

16h | Oficina Cantos da Floresta: Musicalidades Indígenas na Educação

Com Magda Pucci

Baseada no livro “Cantos da Floresta – Iniciação ao Universo Musical Indígena“, de Magda Pucci e Berenice de Almeida, a oficina é voltada a educadores musicais e interessados em conhecer a diversidade das musicalidades dos povos originários.

19h30 | Exibição: Awa Tea Jãnaha – O canto dos Awa Guajá (foto 1)

Com direção de Djuena Tikuna, Diego Janatã e Vinicius Berger, o documentário tem seu lançamento oficial no Festival Indígenas.BR 2026

 

20h |  Bate-papo sobre o filme Awa Tea Jãnaha

Com Djuena TIkuna, Diego Janatã, Vinicius Berger, Flavia Berto e cantores do Coletivo Japua.

20h30| Apresentação Coletivo Japua – Povo Awa Guajá (foto 2)

A apresentação é organizada pelos professores indígenas do Coletivo Japurá: Awa Pape Mumu’uhara Wỹ, movimento autônomo que atua de forma crítica na defesa dos direitos do povo Awa Guajá dentro e fora das comunidades.

6 de agosto

17h30 | Roda de Conversa Ára Jegwaka – Enfeites do Tempo 

Com Arami Argüello, Jaciara Marschner, Rossandra Cabreira e Kellen Vilharva Xamiri Hu’y Rendy.

Nesta conversa performativa propõe-se uma reflexão sobre o tempo a partir das perspectivas kaiowá e guarani, percorrendo conceitos ligados à passagem do tempo, a saberes medicinais, aos cantos que representam momentos específicos da existência e às suas relações com a morte.

18h30 | Visita guiada – Exposição Graciela Ñe’ē Jary – A Protetora das Palavras

A exposição parte de verbetes do Dicionário Kaiowá-Português, fruto de uma jornada de pesquisa que atravessou a vida e a obra da indigenista, linguista e professora de História Indígena Graciela Chamorro.

19h | Exibição Graciela – Um enfeite do tempo 

Curta-documentário, que relata a trajetória da professora, historiadora, linguista e pesquisadora Graciela Chamorro.  A partir de registros de familiares, imagens de campo, cantos e palavras em língua kaiowá, o filme homenageia sua vida e décadas de convivência com os povos Guarani e Kaiowá de Mato Grosso do Sul.

19h30 | Exibição do documentário Mbaraká – A palavra que age (foto 1)

A partir de entrevistas com xamãs (nhanderu) e de registros de cantos, danças e cerimônias dos Guarani-Kaiowá, o filme mergulha no universo dos cantos xamânicos, revelando a força performática da palavra em suas dimensões sonora, corporal, onírica e espiritual.

20h | Show Tainara Takua (foto 2)

Em suas apresentações, combina voz, viola guarani, percussão, baixo e flauta, incorporando a língua guarani, pinturas corporais e adornos tradicionais. Seu repertório celebra a floresta, a ancestralidade e a relação de equilíbrio entre os seres humanos e a natureza.

7 de agosto

16h | Roda de Conversa Mulheres do Xingu: Cultura, Território e Vida (foto 1)

Com o Coletivo Tecedoras do Território Xingu

17h – Demonstração de Pinturas Corporais do Xingu

A pintura corporal no Xingu é uma expressão viva de identidade, ancestralidade e cosmologia dos povos originários. Os grafismos contam histórias, marcam rituais como o Kuarup e utilizam pigmentos naturais da floresta, como o urucum (vermelho) e o jenipapo (preto).

 

 

18h30 | Exibição As Hiper Mulheres (foto 2)

Direção: Takumã Kuikuro, Leonardo Sette e Carlos Fausto

Com receio que sua esposa já idosa venha a falecer, um velho pede que seu sobrinho realize o Jamurikumalu, o maior ritual feminino do Alto Xingu (MT), para que ela possa cantar mais uma última vez.

20h | Ritual Yamurikumã

Com o Coletivo Tecedoras do Território Xingu, reunindo representantes dos povos Yawalapiti, Kuikuro, Mehinako e Kalapalo e cacique Tafukuma Kalapalo

 

Curso Sons e Vozes dos Povos Originários

 4 a 7 de agosto

Coordenação: Marlui Miranda, Magda Pucci e Pedro Paulo Salles 
Ao longo dos quatro encontros, serão conduzidas escutas e contextualizações e práticas musicais, tendo como eixo central o diálogo com os artistas indígenas convidados do Festival  de Músicas Indígenas – Indígenas.BR.

 04 de agosto 
Introdução às musicalidades indígenas no Brasil
Apresentação do curso e dos participantes. Panorama das musicalidades indígenas brasileiras, destacando a diversidade de povos, territórios, biomas e cosmologias.

Participação especial: Djuena Tikuna

05 de agosto 

Introdução às tradições musicais dos povos indígenas do Maranhão, abordando seus instrumentos, repertórios vocais, contextos rituais e formas de transmissão dos conhecimentos musicais.

Participação especial: cantora Cíntia Guajajara e representantes do  Coletivo Japua Awa Guajá.

 

 

 

6 de agosto

Escuta comentada de registros sonoros e reflexão sobre os diferentes modos de cantar e compreender a música entre os povos originários, destacando as relações entre canto, território, espiritualidade e resistência cultural.

Participação especial: Tainara Takua, representante do povo Guarani Mbyá (SC e SP).

7 de agosto

Introdução às musicalidades de povos do Território Indígena do Xingu, como Yawalapiti, Kamaiurá, Kuikuro, Kalapalo e Wauja, apresentando aspectos de suas organizações musicais, repertórios vocais, rituais e as relações entre música, corpo e cosmologia.