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Mostra Audiovisual do Indígenas.BR traz produções dos cineastas Kamikia Kisêdjê (MT) e Alberto Álvares (MS)

Nos dias 12 e 13 e 26 e 27 acontecem as mostras de filmes, que serão seguidas de bate-papo com os cineastas.

Nesta primeira semana da programação, uma mostra da produção de dois cineastas, cujos filmes vêm chamando atenção: Kamikia Kisedje e Alberto Álvares.

Dia 12, às 19h, a Mostra Alberto Álvares (Guarani Nhandeva /MS) apresenta dois curtas que retratam a infância e adolescência de seu povo e o longa metragem Guardiões da Memória, um retrato etnográfico do cotidiano de cinco aldeias da etnia Guarani no Rio de Janeiro, revelando os rituais, rezas, a espitit-ualidade e as tradições que circulam entre eles. Alberto também é fotógrafo, trabalha no Laboratório do Filme Etnográfico, da Universidade Federal Fluminense (UFF) e no Observatório da Educação Escolar Indígena da UFMG, onde está concluindo a Licenciatura Intercultural para Educadores Indígenas.

O cineasta Alberto Álvares, que tem participado de diversos festivais internacionais destaca a importân-cia da troca com o público e com os indígenas de outros povos: “Estou muito feliz com o convite. É um momento de troca de conhecimentos, de apresentar as belas imagens e palavras dos Guaranis. Vou poder conhecer nossos parentes aí no Maranhão. Vai ser muito rico este encontro. Convido a todos a conhecer a nossa produção! Como fazemos a caminhada entre esses dois mundos, o indígena e o não indígena. Por que a gente sai da aldeia, mas leva nossas histórias, nosso modo de viver, e ao mesmo tempo se adapta também ao modo não indígena”.

No dia 13 (sábado), às 19h, será a vez da Mostra Kamikia Kisêdjê (Xingu/ MT), com os filmes Txêjkhô khâm mby. Mulheres Guerreiras (2011), Amtô. A Festa do Rato (2010), Amne Adji Papere Mba. Carta do Povo Kisêdjê para o RIO+20 (2012), Kîsêdjê ro sujareni. Os Kisêdjê contam a sua história (2011), Khátpy Ro Sujareni. A história do monstro Khátpy (2009).

O cineasta iniciou no audiovisual pelo projeto Vídeo nas Aldeias, atua na formação de novos cineastas em aldeias de várias regiões. É diretor da Associação Indígena Kisedje (AIK), na Terra Indígena Wawi (Al-to Xingu. Registrou, como repórter, eventos importantes como a cobertura da Rio+20 (2012) e acompanhou o Cacique Raoni na 21ª Conferência do Clima, realizada em Paris, em 2015. Foi premiado em festivais com os filmes Txeijkhô khãm Mby (2007); Mulheres Guerreiras (2010) e o vídeo-manifesto Carta do Povo Kisedje (realizado para a Rio+20).

Programação

Dia 12 (sexta)
19h

Mostra Alberto Álvares + bate-papo com o diretor

Serão exibidos os filmes
Tekoha Ha’e Tetã – Aldeia e Cidade 17 min. Classificação: Livre
Sinopse: O curta narra a vida do Wera Kuaray em busca de um novo caminho entre dois mundos.

Arandu Nhembo’e – Em Busca do Saber, 17 min. Classificação: Livre
Sinopse: O documentário acompanha a busca dos jovens pelo nhandereko (modo de vida Guara-ni) na aldeia Yynn Moroti Werá – Terra Indígena de Biguaçu (SC). Os jovens dessa aldeia estão sempre em busca do conhecimento verdadeiro dos mais velhos. O filme mostra a preparação de um destes rapazes para a cerimônia da busca da visão.

Guardiões da Memória (2018) Dur.: 55 min. Classificação: Livre
Sinopse: O filme foi realizado em cinco aldeias Guarani no Estado Rio de Janeiro. Mostra como os mais velhos e lideranças fazem circular o conhecimento e a memória dos Tekoa, através de rezas, narrativas e belas palavras.

Dia 13 (sábado)
19h

Mostra Kamikia Kisedje + bate-papo com o diretor

Kamikia Ksêdjê, do povo Ksêdjê (Xingu/ MT), é fotógrafo e cineasta, iniciado no audiovisual pelo projeto Vídeo nas Aldeias, hoje atua na formação de novos cineastas em aldeias de várias regiões, ministrando oficinas de fotografia. É diretor da Associação Indígena Kisedje (AIK) estabelecida na Terra Indígena Wawi, no Alto Xingu. Registrou, como repórter, eventos importantes como a cobertura da Rio+20 (2012) e a elaboração do Plano de Gestão do Xingu (MT). Acompanhou o Cacique Raoni na 21ª Conferência do Clima (COP 21), realizada em Paris, em 2015. Foi premiado em festivais com os filmes Txeijkhô khãm Mby (2007); Mulheres Guerreiras (2010) e o vídeo-manifesto Carta do Povo Kisedje (realizado para a Rio+20). Também premiado pelo programa sobre saúde indígena da Rádio Xingu FM (2006).

Serão exibidos os curtas
Txêjkhô khâm mby. Mulheres Guerreiras (2011) Dur.: 13 min. Classificação: Livre
Sinopse: Dois velhos narram um mito, encenado em ficção pelos jovens Kisêdjê, em que uma moça namora secretamente com o próprio irmão. Os acontecimentos que se sucedem a essa paixão proibida dão origem à revolta das Mulheres Guerreiras.

Amtô. A Festa do Rato (2010) Dur.: 34 min. Classificação: Livre
Sinopse: Enquanto o povo Kisêdjê celebra a festa Amtô, após 10 anos de interrupção por conta da luta pela recuperação de seu território ancestral, os jovens cineastas da aldeia filmam e inves-tigam a festa da qual pouco se recordam.

Amne Adji Papere Mba. Carta Kisêdjê para o RIO+20 (2012) Dur.: 11 min. Classificação: Livre
Sinopse: Manifesto das mulheres Kisêdjê contra o desmatamento das florestas e a poluição dos rios. As mulheres tomaram a frente dos depoimentos, expressando com contundência sua apreensão face a devastação da Amazônia e o futuro dos seus netos.

Kîsêdjê ro sujareni. Os Kisêdjê contam a sua história (2011) Dur.: 20 min. Classificação: Livre
Sinopse: Enquanto os velhos narram os primeiros contatos e sua relação com o Parque do Xingu, Winty, liderança jovem, presidente da associação, apresenta a história recente do povo Kisêdjê.

Khátpy Ro Sujareni. A história do monstro Khátpy (2009). Dur.: 5 min. Classificação: Livre
Sinopse: Os índios Kisêdjê, da Aldeia Ngôjwêrê, no Mato Grosso, encenam e filmam a lenda do índio feio que ameaça os caçadores na mata. O filme foi originalmente concebido para TV.

O Indígenas.BR tem o apoio do Centro de Pesquisa de História Natural e Arqueologia do Maranhão.

Toda a programação é gratuita e tem classificação livre. Escolas e grupos podem agendar a participação pelo email: agendamento@ccv-ma.org.br ou pelo telefone (98) 3232 6363.